Vereadores apontam necessidade de o governo ter um prazo de seis meses para poder mostrar suas a?es
Vereadores apontam necessidade de o governo ter um prazo de seis meses para poder mostrar suas ações
Por Warnoldo Maia de Freitas
Os vereadores Sassá da Construção (PT) e Cláudio Proença (PT) saíram em defesa da nova administração estadual na manhã da quarta-feira, 13, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), e afirmaram que o governo Wilson Lima (PSC) precisa de um voto de confiança para solucionar a crise herdade no setor da saúde.
De acordo com Sassá da Construção, que fez questão de deixar claro que não votou em Wilson Lima, “não é razoável promover uma avalanche de críticas e cobranças para um governante que está há apenas 40 dias no comando da máquina estadual”.
“A situação na saúde é grave, mas nós precisamos dar um voto de confiança ao novo governo, um prazo de quatro, seis meses, e após este período cobrar resultados ou comemorar a solução dos problemas”, disse ele.
O mesmo argumento foi apresentado por Cláudio Proença, que destacou, ainda, o fato de a crise registrada agora ser o resultado da indiferença de governantes que passaram “quatro, oito anos no comando do Governo do Estado e não fizeram nada”.
“A sociedade precisa entender que essa crise que está aí não foi gerada nos últimos 40 dias, ou seja, o período dessa nova gestão. A culpa maior é do ex-governador tampão (Amazonino Mendes), que prometeu que ia arrumar a casa, mas não fez nada. Ganhou a eleição e, no entanto, deixou para este governo aí está dívidas na saúde”, argumentou.
Segundo Proença, se Amazonino tivesse feito o dever de casa, a população não estaria, agora, enfrentando a falta de vários medicamentos.
“Ele deixou os médicos passando fome, com quatro meses de salários atrasados. Houve transição, é verdade, mas o grupo do novo governo não tinha o poder da caneta para realizar as ações necessárias para evitar este caos”, disse ele.
Proença também fez questão de destacar que é contra a nomeação do vice-governador Carlos Almeida para o cargo de secretário estadual da saúde.
“A saída para a crise registrada no início deste governo passa pela ordenação das contas públicas e desenvolvimento de esforços para a saúde, que precisa ser gerida de forma profissional, por uma pessoa da área, que tenha um olhar clínico e saiba identificar as verdadeiras necessidades do setor”, observou.
Além de reafirmar que não culpa o novo governo pela crise instalada na saúde, “porque a culpa é daquele que prometeu arrumar a casa e não cumpriu”, Proença disse, ainda, que Amazonino também abandonou a capital e “deixou a Prefeitura de Manaus à mingua, e não ajudou o governo Arthur em nada”.