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14.08.2019 - 18:15  |  Falta de quórum

Joelson manda Corregedor da CMM agir firme para combater falta de quórum

Assessoria de Imprensa

Joelson reforça recomendação para remédio amargo

 Presidente da CMM quer vacinar parlamentares contra o conhecido vírus do "recesso branco", que geralmente invade os parlamentos nos meses que antecedem as eleições


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Vai acabar a moleza de vereador de Manaus faltar ao trabalho para participar de festas de inaugurações de obras ao lado do prefeito da capital do Amazonas, Arthur Neto (PSDB/AM), e poder justificar a sua ausência usando como argumento o já famoso "Por motivo de força maior" e assegurar o recebimento integral do seu salário no fim de cada mês.
 
O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Joelson Silva (PSDB), acatou as ponderações dos vereadores incomodados com a sistemática falta de quórum no plenário e reforçou na manhã desta quarta-feira, 14/08, o pedido para o Corregedor da Casa, Everton Assis (DEM) "agir de forma firme, usando o Regimento como fundamento", para coibir "a não presença dos vereadores" às segundas, terças e quartas-feiras.
 
A convocação da Comissão de Ética e Disciplina para avaliar e discutir a justificativa "Por motivo de força maior" foi outra medida anunciada por Joelson Silva para colocar ordem na Casa e vacinar os parlamentares manauaras contra o já conhecido vírus do "recesso branco", que geralmente invade os parlamentos em todo o país nos meses que antecedem as eleições e deixa indignados milhares de trabalhadores.
 
Incomodados
 
A questão foi levantada na manhã desta quarta-feira, 14, pelo vereador Cláudio Proença (PL) que cobrou, a exemplo do que fez Chico Preto (PMN) na semana passada, a adoção de medidas destinadas a punir quem está faltando ao trabalho, por ter a certeza de que não terá o salário reduzido no fim do mês, para ir mostrar a cara em inaugurações de obras ao lado do prefeito.
 
Conduta semelhante foi adotada por Chico Preto (PL), Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), Elói Abreu (PHS), Gilmar Nascimento (PSD), Hiran Nicolau (PSD), Roberto Sabino (PHS), Professora Jaqueline, Marcelo Serafim (PSB), Gedeão Amorim (MDB), Dante (PSDB), Raulzinho (DEM), Rosivaldo Cordovil (Pode) e Marcel Alexandre (PHS), que se manifestaram incomodados com a falta sistemática dos colegas.
 
De um modo geral todos fizeram questão de destacar que os vereadores sabem perfeitamente da obrigação de participar das sessões às segundas, terças e quartas-feiras, determinada claramente no Regimento Interno da CMM, que diz que a ausência do plenário é entendida como falta ao trabalho e deverá ser descontada do salário.
 
Em breve pronunciamento o vereador Gedeão Amorim (MDB) apontou a necessidade de se descontar dos faltosos os dias não trabalhados e citando uma máxima popular tascou: "O que não dói no bolso não afeta o coração".
 
Quer dizer, sintetizou o pensamento de milhares de trabalahdores amazonenses que se sentem indigados ao constatar que os vereadores escolhidos para representá-los gozam de regalias e para justificar dias não trabalhados basta apresentar como justificativa a frase "Por motivo de força maior". Ao contrário deles, quem os elege precisa trabalhar na grande maioria todos os dias da semana e só consegue abonar faltas mediante a apresentação de atestado médico, nem sempre fácil de obter.

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