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Com o apoio da Suframa e do governo federal, além da influência da ALE-AM, Josué ganhará força para enfrentar adversários
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Por Warnoldo Maia de Freitas
Apesar de não ter sido ungido pelo cacique maior do PSD, o senador Omar Aziz, e não ter obtido o apoio esperado para disputar a Prefeitura de Manaus na eleição do próximo ano por aquela agremiação política, e também não ter conquistado o comando do PTB e poder ser protagonista no jogo sucessório municipal, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Josué Neto, ainda não pode ser considerado uma carta fora do baralho.
As articulações em andamento, de acordo com os comentários feitos nos bastidores pelos bem relacionados com o poder, revelam ser crescente a aproximação de Josué Neto com o superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, o homem de confiança do presidente da República, Jair Bolsonaro, na região e que será a pessoa responsável pela criação do "Aliança pelo Brasil" no Amazonas, partido que abrigará e dará o suporte necessário para o presidente da ALE-AM disputar em pé de igualdade com os outros candidatos à Prefeitura de Manaus.
Dizem que contando com a força política da Assembleia Legislativa, com o poder de fogo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), responsável pela administração de um parque industrial de peso como o instalado na capital do Amazonas e do Governo Federal, Josué passará a ser um adversário que não poderá ser desprezado pelos seus adversários, porque é um político jovem e conhece bem o jogo político.
Esse possível fortalecimento de Josué Neto no curto prazo seria o responsável pela animosidade crescente registrada na ALE-AM, na base de sustentação do governo Wilson Lima (PSC/AM), que tem se manifestado contra a "liderança" do presidente, porque a maioria dos parlamentares estaria alinhada com o vice-governador Carlos Almeida (PRTB), apontado como provável candidato do governo à Prefeitura de Manaus nas eleições do próximo ano.
Nos bastidores da ALE-AM algumas pessoas apontam a necessidade de se saber se Josué Neto está, de fato, com relações estremecidas com o governador, Wilson Lima, porque tem se manifestado contra algumas propostas encaminhadas àquela Casa, ou se a sua "birra" é só com o vice-governador Carlos Almeida.
Os argumentos apresentados são muitos, mas diante das inúmeras incertezas resta esperar passar o Carnaval para ver o que as águas de março vão trazer para o cenário político amazonense.