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12.02.2020 - 18:35  |  Petróleo e gás

Josué Neto critica ANP por travar exploração de petróleo e gás no Amazonas

Assessoria de Imprensa

Deputado destaca que conduta equivocada da ANP impede a redenção do povo do Amazonas

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), Josué Neto, criticou na manhã desta quarta-feira, 12/02, a Agência Nacional de Petréleo (ANP) por travar, de forma equivocada, a exploração de petróleo e gás em nada menos que 18 áreas do Amazonas e impedir, desta forma, a redenção do povo do Amazonas.

“O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já disse que essas áreas (região do rio Amazonas) não são áreas indígenas, ou seja, são áreas que a atual legislação permite a exploração do petróleo e do gás. Só que aí vem o jabuti, e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) está dizendo que essas áreas são terras indígenas, o que é uma contradição, pois o Ipaam e a Funai (Fundação Nacional do Índio) revelam em um estudo que elas não são áreas indígenas”, disse ele, ao comentar um estudo apresentado pelos órgãos ambientais do Estado e uma autarquia federal.

Segundo ele, “existem áreas no Estado do Amazonas, onde se pode explorar o petróleo e gás, porque tais áreas não são áreas indígenas” e nelas estão  “a redenção do povo do Amazonas”.

Josué Neto explicou que essa atual problemática requer atenção especial, pois remete desenvolvimento, emprego e riqueza, por meio, da indústria do petróleo nos Estados.

“A Texaco, Esso, as multinacionais americanas, árabes, européias, enfim querem vir para o Amazonas investir no petróleo, e aí a Agência Nacional de Petróleo está dizendo que não pode porque o que está ali é área indígena. O que a ANP fez? Ela retirou essas áreas dos blocos que podem ser explorados. Sabe o que Agência está querendo dizer com isso? Não, o povo do interior do Amazonas e também, claro, de Manaus tem que continuar na miséria. Nós não podemos explorar petróleo no Amazonas. É isso que Agência Nacional está dizendo”, revelou o presidente da Aleam.

Blocos

Atualmente, segundo relatório da FUNAI, 18 dos 26 blocos exploratórios não estão em terras indígenas e já poderiam estar sendo explorados, segundo Josué, de forma que o Estado do Amazonas e a União possam se beneficiar com a atração de investimentos, geração de empregos, renda, desenvolvimento e riqueza.

“Só no momento de pesquisa dessas áreas serão investidos R$ 200 milhões no Amazonas, caso essas pesquisas encontrem o êxito, alcance o sucesso, esses investimentos se tornarão bilhões de dólares nos próximos 20 anos para o Estado do Amazonas. Se a Agência Nacional de Petróleo não reinserir essas áreas como blocos nunca a Zona Franca de Manaus terá uma alternativa de emprego, renda e riqueza para nossa região”, frisou Josué Neto, que destacou que a Assembleia Legislativa deve trabalhar em conjunto com a Bancada Federal pelo o desenvolvimento do Estado.

Alternativas

Segundo Josué Neto, o Amazonas precisa buscar novas alternativas limpas que não destruam a natureza. “Não tem lugar nenhum do mundo que diz: ‘Nós estamos extraindo gás e acabou com a natureza, ou seja, é mentira. Quero deixar apenas muito claro, que quando falamos de exploração dos nossos recursos naturais nós não queremos ter novas matrizes econômicas para substituir o modelo Zona Franca de Manaus, não é isso, não é trocar um pelo outro, mas sim somar, agregar porque a Zona Franca não conseguiu realizar desenvolvimento, renda e emprego no interior do Amazonas”, finalizou o parlamentar.
 
 
 

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