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13.01.2020 - 18:05  |  Crise na política

Josué Neto diz que quem está batendo no governo é o povo e que ele não manda na Globo

Reprodução

Josué acredita que o tradutor errou no momento de decifrar o endereço dos "recados"

Deputado faz questão de destacar que não manda nas grandes redes de televisão

Por Warnoldo Maia de Freitas

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), Josué Neto, afirmou na tarde da segunda-feira, 13/01, que "os recados" dados pelo senador Omar Aziz (PSD) durante pronunciamento na solenidade de assinatura de um convênio do Governo do Amazonas com a Caixa, para o início da modernização da AM-010, não foram para ele, porque quem está criticando o governo do Estado é o povo.

Sem citar nomes, Omar Aziz disse que "é uma beleza o cara tá lá na Assembleia, na Câmara dos Deputados ou no Senado fazendo críticas, porque ele tem salário todo mês e come bem, mas esquece que se não ajudar o governador que está no cargo, quem sofre não é o governador, quem sofre é o povo".
 
Criticados pelo povo

Recolhido por encontrar-se atacado por uma forte virose, Josué Neto foi alcançado pelo WhatsApp e aproveitou para destacar que  até o momento não fez nenhuma crítica ao governador Wilson Lima (PSC/AM) na ALE-AM.

"Eu acho que eles estão sendo criticados não por mim, mas pelo povo. Eu estou doente. Não estou me expondo. Tô sem voz, acometido por uma virose forte", argumentou.

Ao ser instigado novamente sobre os "recados" disparados pelo senador, o deputado manifestou-se com tranquilidade e disse que, "certamente, o tradutor cometeu algum equívoco" ao decifrar o endereço do destinatário dos comentários do senador Omar Aziz.

"Eu não mando na Globo, nem na Record e nem na Globonews. Também não mando no Jornal Nacional, no Jornal da Globo, nem na  Globo News ou no Antagonista", destacou. "Tem tanta gente batendo no governo. Mas eu é que pego a culpa. Tudo agora é o Josué", disse ele.

Problemas

A observação de Josué refere-se às notícias veiculadas nas últimas semanas revelando problemas variados na rede estadual de saúde como, por exemplo, a falta de medicamentos e  insumos nas unidades hospitalares, profissionais da área com vários meses sem receber seus salários, morte de crianças com problemas cardíacos, além da autorização dada por Wilson Lima, em outubro de 2019, para o pagamento de um aumento especial de 225 por cento sobre os salários de 140 servidores do primeiro escalão, após tem conseguido emplacar na Assembleia, em julho daquele ano, o "congelamento" dos salários dos servidores.

Todos esses problemas resultaram na apresentação na ALE-AM de um pedido de impeachment contra o governador Wilson Lima pelos deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas.
 
 
 

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