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18.02.2018 - 07:35  |  CRISE NO ESPORTE

Karatê do Amazonas denuncia falta de apoio aos atletas e cobra política séria de incentivo

Foto - FreitasWMaia - manausolimçpica

Whasington Melo lembra que o esporte "educa, transforma e integra"


Presidente da Federação Amazonense de Karatê lembra que o esporte educa, integra e transforma a vida das pessoas
 
Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Cansado de tomar “chá de cadeira” e de viver “de pires nas mãos” correndo atrás de passagens e de apoio para poder levar seus atletas às competições nacionais e internacionais, o presidente da Federação Amazonense de Karatê (FAK), Washington Melo, cobra providencias do governador Amazonino Mendes (PDT) e do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), e defende a implantação de uma política séria de suporte ao desporto.
 
Ele lembra que “o esporte educa, integra e transforma a vida das pessoas” e que o Amazonas é um celeiro de grandes atletas, “de jovens valentes e dedicados à prática de várias modalidades”, mas devido ao descaso das autoridades, muito potencial humano acaba desperdiçado e deixa de “brilhar no cenário nacional e mundial e de trazer orgulho para o estado”.
 
“Do jeito que está não dá mais para continuar. O descaso e o desrespeito com as pessoas envolvidas com o desporto de um modo geral é praticamente total. Eu, por exemplo, já agendei oito entrevistas com a nova titular da Secretaria Estadual de Esporte, mas até hoje não consegui falar com ela” desabafa. 
 
Descaso
 
Ryan Christian, de Borba, é uma das revelações da modalidade
 
Segundo ele, devido a esse “descaso das autoridades”, atletas de nível como, por exemplo, Ryan Christian, 16 anos, o primeiro amazonense a representar o Amazonas no Campeonato Mundial de Karatê Cadete Junior e Sub-21, disputado na Espanha em 2017, além de Nathalia Christine e Witney Paloma podem deixar de participar de campeonatos e seletivas importantes nesta temporada.
 
“Estamos cansados de viver implorando e de ver o poder público não fazer nada, não valorizar os atletas”, observa Whasington Melo.
 
De acordo com o presidente da FAK, os pais dos atletas amazonenses são “paitrocinadores”, porque sempre “acabam bancando” todas as despesas necessárias para possibilitar a participação dos filhos nas competições nacionais e internacionais.
 
“Eles querem que a gente fique na porta, de pires na mão, esmolando apoio. Isso é cansativo e não resolve nada. Todos nós temos nossos compromissos e não podemos passar um mês perdendo tempo, implorando sem conseguir nada. Isso é vexatório. Estamos cansados de implorar e de ver o poder público não fazer nada”, desabafa.
 
Para ilustrar os problemas enfrentados ele lembra que para poder inscrever um atleta na primeira seletiva da temporada, que será realizada em março, em João Pessoa, na Paraíba, a Federação precisa desembolsar R$ 1.500,00 por atleta, porque eles vão disputar em quatro categorias, e não dá para inscrever ninguém sem ter a certeza de que vão conseguir as passagens.
 
“Nós só podemos fazer as inscrições tendo a certeza de que eles irão mesmo participar, porque a taxa de inscrição não é devolvida no caso da não participação do atleta”, explica, destacando que este ano vão ser realizadas outras duas seletivas, além da de João Pessoa.
 
Whasington lembra, ainda, que agora o Karatê é um esporte olímpico e a sua presença nas Olimpíadas de Tóquio 2020 foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e seus participantes merecem um pouco mais de respeito e atenção do poder público.
 
“Potencial nós temos e os resultados dos nossos atletas comprovam isso. Mas precisamos de apoio dos nossos gestores, incentivando a descoberta de novos valores e o devido e necessário aprimoramento técnico dos nossos campeões”, completa.
 
 

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