Manaus, 19 de Abril de 2026

Manaus enfrenta falta de cimento

Normalização em Manaus só deverá ocorrer em janeiro de 2024, com o preço do produto ainda mais caro.

Cidade | 28/11/2023 - 10:35
Foto: Reprodução

 Por Warnoldo Maia de Freitas


Muitos consumidores de Manaus estão apontando a falta de cimento nas lojas de material de construção da cidade e questionam o "preço alto cobrado pelo produto na capital do Amazonas - que varia de R$ 50,00 a R$ 60,00 o saco com 42 quilos" -, onde as empresas gozam de diversos incentivos fiscais.

Algumas pessoas destacam, citando o exemplo do preço praticado no site da leroymerlin.com.br , que, "no Brasil o produto está sendo vendido, hoje, dia 28/11/2023, por R$ 28,90 a unidade de 50 quilos, tanto o Cimento CP II F 32 da Votoram, quanto o Cimento CP II E 32 da Tupi, mas, "em Manaus pode tudo e quem acaba penalizado é o consumidor, que paga o dobro do preço praticado no Brasil".
 
 
A falta do produto, segundo alguns engenheiros, poderá provocar o atraso em muitas obras e, fatalmente, acarretará na dispensa de muitos trabalhadores da área da construção civil, porque sem cimento não dá para construir praticamente nada.
 
"O Estado também vai ser prejudicado, porque deixará de cobrar seus impostos preciosos", destacam, ressaltando que todos perdem. 

Justificativas
De acordo com as justificativas apresentadas, a falta do produto só deverá se normalizar a partir de janeiro de 2024, com o consumidor pagando ainda mais caro pelo produto, porque a estiagem severa registrada nos rios do Amazonas "impediram a atracação dos navios que trazem o produto de outras pairagens".

Segundo alguns vendedores, o preço alto do produto vendido em Manaus é o resultado direto dos fretes elevados praticados e dos impostos cobrados.

"Talvez o preço em Manaus ficasse mais em conta se o transporte, o frete, fosse feito por terra. Mas, infelizmente, a recuperação da BR-319 continua estacionada, gerando lucros para muita gente, fazendo muita gente ficar mais rica, enquanto os amazonenses comuns são obrigados  há uns 40 anos a pagar mais caro pelo cimento, mesmo tendo fábrica em Manaus, e outros produtos, mesmo o Amazonas fazendo parte da República Federativa do Brasil", afirma seu José, querendo saber o que fazem "as nossas autoridades".
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