O negócio tá muito louco e o MIMIMI predomina por parte de quem promete dar felicidade completa para todos.
Por Warnoldo Maia de Freitas
O negócio tá tão louco no Brasil, que a pessoa responsável por um monte de ações ou comportamentos que agridem as normas de conduta do viver em sociedade, "que estão em desacordo com normas éticas, legais ou morais", depois vem, de cara lavada, com MIMIMI, se fazendo de vítima, prometendo "dar felicidade completa" para todos, ao invés de assumir a culpa pelas condutas indevidas.
Tais pessoas demonstram ter a certeza, a convicção, de que podem tudo, de que podem transgredir as normas vigentes, as leis em vigor, para engambelar o cidadão comum, que, de boa fé, acredita nas narrativas apresentadas por quem se apresenta com a fantasia da honestidade, com o objetivo de conquistar o direito de representar os inocentes eleitores.
Esses cidadãos "acima do bem e do mal" acreditam que se cometerem os piores "pecados" nada lhes acontecerá, pois podem pagar os preços cobrados pelas "indulgências" oferecidas, porque, no Brasil, quem tem dinheiro nunca paga a conta, pois ser penalizado pelas suas condutas indevidas ainda é um privilégio do pobre.
As campanhas políticas recentes têm revelado que, na política brasileira, em período de campanha eleitoral, quando os interesses são divergentes, conflitantes, os adversários acabam sendo taxados, impiedosamente, de ladrões, de comunistas e milhares de outros adjetivos negativos, reveladores de qualidades pejorativas.
Mas, quando tais interesses passam a ser convergentes e a soma de forças dos envolvidos mostra-se capaz de pavimentar a estrada e facilitar a chegada até a chave do cofre, como num passe de magia, todas as diferenças, todas as falcatruas apontadas, são transformadas em virtudes, são deixadas de lado e uma nova narrativa é montada para seduzir o incauto eleitor.
Portanto, é preciso ter muita cautela e não se deixar levar pelo MIMIMI, pelas narrativas apresentadas com fervor por quem, mesmo sendo PEGO NA MENTIRA, tendo seus segredos revelados, insiste em negar a culpa, insiste em se apresentar com a "FANTASIA DA HONESTIDADE", com o objetivo de conquistar o direito de representar os interesses dos inocentes eleitores, para "dar felicidade completa a todos".
Há quem diga que "sem a arte de ludibriar - enganar, iludir ou zombar -, a vida não teria brilho, vigor, alma, graça, mistério, surpresa e, por incrível que pareça, não teria sentido".
Para essa parcela da população, "o mundo estaria condenado a ser um jogo de cartas marcadas, um disco arranhado repetindo sempre o mesmo refrão, um lugar cheio de certezas e sem a presença da DIVINA DÚVIDA".
O que você acha, parente?
"A vida tem gosto sem a sua imponderabilidade?"
Com ou sem, não de deve esquecer que o Brasil só será um país considerado sério a partir do momento em que a Lei passe a ser igual para todos, "sem distinção de qualquer natureza", como determina o artigo quinto da Constituição Federal de 88.
Essas pessoas que gostam de MIMIMI precisam entender que "do desenvolvimento da ORDEM resulta o PROGRESSO individual, moral e social".
Tá tudo muito louco por aqui.
Tá tudo ficando diferente.
Mas, não tem nada, não.
I LOVE YOU!