O MDB est? costurando alian?a com dois outros partidos, para as elei?es proporcionais, mas o apoio a algum candidato ao governo ficar? para um prov?vel segundo turno, caso permane?a a tend?ncia de o partido n?o apresentar cabe?a de chapa.
O MDB está costurando aliança com dois outros partidos, para as eleições proporcionais, mas o apoio a algum candidato ao governo ficará para um provável segundo turno, caso permaneça a tendência de o partido não apresentar cabeça de chapa.
Elizabeth Menezes
Se até o dia 15 de agosto não surgir um fato novo, o MDB de Eduardo Braga vai para a eleição deste ano sem candidato a governo, a chamada chapa camarão. O senador é candidato à reeleição, já está decidido, enquanto Gedeão Amorim disputará novo mandato na Câmara dos Deputados, assim como Alessandra Campêlo, na Assembleia Legislativa.
O MDB está costurando aliança com dois outros partidos, para as eleições proporcionais, mas o apoio a algum candidato ao governo ficará para um provável segundo turno, caso permaneça a tendência de o partido não apresentar cabeça de chapa.
“Vamos fazer a convenção para tomar essa ou outra decisão oficialmente no início de agosto, sobre a composição da chapa. No momento, não temos perspectiva de fazer coligação para o governo estadual no primeiro turno. E ainda vamos tomar posição sobre candidatura à presidência da República”, afirma Alessandra. “Nós temos tempo de televisão, fundo partidário, condições de manter a campanha necessária. Não vamos trabalhar esbanjando nada, porque hoje a população não aceita essas campanhas que algumas pessoas tentam fazer com desperdício de dinheiro”.
Sobre o maior partido do Brasil não ter disposição para apoiar um candidato ao governo no Amazonas, Alessandra declara: “Olha, essa é uma tendência, não está definido, mas isso mostra que talvez, neste momento, nenhum candidato tenha mostrado condições suficientes para o apoiarmos. Vamos ver se até o dia 15, alguém mostra propostas sobre planos de governo, compromisso com as pessoas e que possa nos convencer. Eu só vou apoiar um candidato a governador que aceite a minha independência, porque quem vai me eleger é a população, não é candidato ao governo. Se um candidato respeitar meus compromissos, eu posso apoiar”.
Esclarecendo que não fala em nome do senador, deixa claro que ficar fora do primeiro turno é uma “tendência geral”. “Há uma tendência geral no partido e acredito que da parte dele”, diz Alessandra, para quem Braga é destaque entre os três senadores do Amazonas (Omar Aziz/PSD e Vanessa Graziottin/PCdoB). “O Eduardo é o mais bem avaliado dos senadores. Foi ele quem mais colocou emendas para o interior, com recursos para várias áreas, especialmente para a saúde. É uma pessoa respeitada em Brasília, com um bom trânsito nos ministérios. Isso é importante para o Estado, especialmente neste momento em que estamos enfrentando ataques contra a Zona Franca de Manaus”.
Alessandra insiste que Braga é pré-candidato à reeleição, é líder em todas as pesquisas, embora pesquisa não ganhe eleição. Sobre uma comentada aproximação de Braga com o governador Amazonino Mendes (PDT) para a eleição deste ano, Alessandra tem uma explicação.
“O MDB está à disposição para ajudar o governo, as prefeituras. O Eduardo tem trabalhado para trazer recursos para o Estado. É o que eu faço na Assembleia Legislativa. O MDB, de forma geral, tem mantido uma postura independente, respeitosa, para ajudar não só o governo do Estado, mas todas as prefeituras. En tão a aproximação é nesse sentido de estarmos dispostos para ajudar a melhorar a vida das pessoas”.
População dividida
Sobre as pesquisas para o governo, onde David Almeida (PSB), presidente da Assembleia Legislativa, aparece em segundo lugar depois de Amazonino, Alessandra pensa que a população está dividida. “Eu não vi nenhuma pesquisa onde o David não seja o segundo colocado. Acho que isso mostra que a população está muito dividida, quer mudança. A eleição não está ganha para nenhum deles. Acho que há muito o que conquistar, ver quais são as melhores propostas, o trabalho feito, as perspectivas. Nós, do MDB, não vamos atacar ninguém. Vamos trabalhar na nossa campanha respeitando os outros candidatos, mostrando o nosso trabalho e deixando a população decidir”.
Arthur e Amazonino
A respeito de possível aliança entre Amazonino e o prefeito Arthur Neto (PSDB), unindo as duas máquinas administrativas em apoio a um candidato, Alessandra sugere que os “estrategistas” do governador deveriam fazer uma “avaliação”. “Os estrategistas, que estão analisando essa campanha do governador, tinham de avaliar que uma rejeição grande vem junto, não é? A rejeição que o prefeito tem hoje é muito grande. Na prática, a população está insatisfeita com a gestão do prefeito”.
A deputada também diz que com o novo formato da eleição deste ano (apenas 45 dias de campanha e doação apenas de pessoas físicas) vai ser “difícil para quem é acostumado a campanhas valiosas, comprando votos”.