Afinal, ninguém abre mão de R$ 600 milhões por ano ou o faturamento da "BAGATELA" de R$ 2,4 bilhões, ou 1,2 % do orçamento estimado para o Governo do Amazonas de 2027 a 2030.
Por Warnoldo Maia de Freitas
Apesar do aparente quadro de indefinição registrado no processo da eleição para a escolha do Governador Tampão do Amazonas, para cumprir os cerca de oito meses restantes do mandato do ex-governador Wilson Lima (UB), que renunciou, juntamente com o seu vice, Tadeu de Souza (PP), as articulações seguem fortes nos bastidores e os especuladores mais afoitos garantem que "já está tudo definido".
Os mais "observadores" destacam que já tem muita gente trabalhando de forma empenhada no que se pode classificar de "divert attencion" ou "divert focus" do eleitorado, apresentando narrativas voltadas à conquista dos votos dos "menos informados", daquele eleitor que vota no "primeiro colocado das pesquisas só para não perder o voto".
Há também os mais céticos, para os quais "esse jogo de representação que está sendo colocado em prática tem por objetivo desviar as atenções da JOGADA DE MESTRE JÁ EXECUTADA, dos acertos ja realizados, dos fatos já consumados" como, por exemplo, a eleição do senador Omar Aziz (PSD) para o cargo de Governador Tampão do Amazonas.
Segundo esses "observadores", Omar Aziz "é um político tarimbado e reconhecido no meio político como cumpridor dos acordos realizados" e conquistando o direito de administrar o estado pelo período de oito meses, na condição de Governador Tampão, ganhará mais força para brigar, em outubro, contra o ex-prefeito David Almeida (Avante) e a professora Maria do Carmo (PL), pela reeleição, que lhe garantirá mais quatro anos de mandato como governador do Amazonas.
Questão resolvida
Na avaliação desses "bem relacionados", a questão do deputado licenciado Roberto Cidade (UB), presidente da ALEAM e governador interino já pode ser considerada resolvida da como resolvida.
Para justificar tal afirmação eles alegam que "Robertinho" não vai querer correr o risco de ficar sem mandato a partir de 2027, porque tem reais condições de conquistar uma cadeira de deputado federal em outubro, e também não vai querer colocar em risco os contratos que mantém hoje com o governo do estado, que garantem um faturamento anual de R$ 600 milhões para as empresas da sua família.
Afinal, R$ 600 milhões por ano, ao longo de quatro anos, período que o novo governador terá para administrar as finanças do estado do Amazonas, resultam na "bagatela" de R$ 2,4 bilhões, ou praticamente 1,2% do orçamento de R$ 200 bilhões estimado para o Governo do Amazonas durante o exercício de 2027 a 2030.
"É muita grana em jogo e ninguém é maluco ao ponto de arriscar, por capricho, o faturamento considerado líquido e certo de uma receita desse vulto", argumentam os observadores de plantão, assegurando que "Omar Aziz não terá nenhuma dificuldade em manter os contratos das empresas da família do Robertinho, porque representam 1,2% do orçamento do Estado, o que não deixa de ser uma verdadeira fortuna".