Davi Alcolumbre, no entanto, ainda não deu sinalizações de que vai pautar o pedido.
Da redação
Matéria publicada agora há pouco pelo noticias.r7 informa que a oposiçao ganhou força no Senado e conseguiu as 41 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de impeachment do Ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vale lembrar que a questão não é tão simples quanto parece, porque para ser pautado o pedido precisa da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que já demonstrou que não tem interesse em dar andamento para o processo.
Mas, caso Alcolumbre resolva colocar o pedido em pauta, o impeachmente de Alexandre de Moraes só será efetivado se for aprovado, no Senado, por nada menos que 54 senadores.
Comemorações antecipadas são consideradas prematuras, porque a questão ainda não está resolvida e, a exemplo das telenovelas, promete muitas e novas emoções para os seus próximos capítulos, pois, até o momento, 21 senadores permanecem indefinidos e outros 19 já declararam voto contra.
Confira a matéria.
Brasília - Victoria Lacerda, do R7, em Brasília
07/08/2025 - 11h27 (Atualizado em 07/08/2025 - 12h14)
Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 01.08.2025
A oposição no Senado alcançou, nesta quinta-feira, 07/08, 41 assinaturas para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O número representa maioria simples dos senadores.
O movimento ganhou força após Moraes decretar, no início da semana, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os 41 votos favoráveis são necessários para que o processo de impeachment comece a tramitar na Casa, após ele ser pautado, mas, para ser aprovado, no entanto, são precisos 54 votos a favor.
O 41º apoio foi confirmado com a assinatura do senador Laércio Oliveira (PP-SE), consolidando o esforço articulado por parlamentares da base bolsonarista. Com isso, os oposicionistas anunciaram o fim da obstrução dos trabalhos no Senado e desocuparam a Mesa Diretora, prometendo agora concentrar a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe decidir se o pedido será aceito e tramitado. O senador, no entanto, não deu sinalizações que vai pautar pedidos do tipo.
Promessa de votar fim do foro
Com a promessa do fim do foro e de discutir a anistia, a oposição desobstruiu a Câmara.
“Estamos desobstruindo e a oposição vai participar dos debates das pautas que interessam ao Brasil, para além das questões ideológicas”, afirmou o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição.
Durante coletiva, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o momento de “histórico” e reforçou críticas ao ministro do STF. “Alexandre de Moraes precisa voltar a ter limites. Estive com meu pai ontem e é muito duro ver uma pessoa honesta passando por tudo isso. Mas ele está firme e isso nos fortalece.”
Pauta depende de Alcolumbre
Apesar da articulação da oposição e da coleta das 41 assinaturas, a tramitação só acontece se for autorizada pelo presidente do Senado. E, Davi Alcolumbre já declarou que não pretende pautar os pedidos de impeachment contra ministros do STF.
A fala foi feita na quarta-feira (6) após reunião com lideranças partidárias. De acordo com os senadores Cid Gomes (PSB-CE) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alcolumbre garantiu que não cederá a pressões e reafirmou que essa é uma atribuição exclusiva da presidência do Senado.
“Não aceitarei pressões externas. A decisão sobre avançar com processos contra ministros da Corte cabe exclusivamente à presidência da Casa”, afirmou o senador.
Como está o placar
41 senadores já assinaram o pedido de impeachment.
19 senadores declararam voto contra.
21 senadores permanecem indefinidos.
Para que o processo de impeachment de Moraes avance de fato e resulte em destituição, são necessários os votos favoráveis de 54 senadores, o equivalente a dois terços do plenário. Até hoje nunca foi aprovado um pedido de impeachment contra ministro do STF.
Sanções dos EUA e prisão de Bolsonaro impulsionam ofensiva
A mobilização pelo impeachment se intensificou após Moraes se tornar alvo de sanções do governo dos Estados Unidos, por meio da Lei Magnitsky, que bloqueia transações com instituições financeiras norte-americanas. O episódio reacendeu críticas à atuação do ministro nos inquéritos que envolvem Jair Bolsonaro — especialmente o que investiga uma tentativa de golpe e os atos de 8 de janeiro.
A decisão de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente, anunciada na última segunda-feira (4), sob acusação de violar medidas cautelares, serviu como estopim para que a oposição unificasse esforços e desse andamento ao pedido de impeachment. A medida foi rapidamente incorporada ao discurso de “perseguição política” usado pelos aliados de Bolsonaro.