Manaus, 19 de Abril de 2026

Ordem e Progresso virou sinônimo de furto e calote?

Furto de água e calote no pagamento do IPTU não é motivo de orgulho para ninguém, principalmente para quem disputa uma eleição defendendo Ordem e Progresso.

Política | 10/10/2024 - 23:05
Foto: Arte
Por Warnoldo Maia de Freitas

Afinal, o que é que está acontecendo com o Brasil? Seremos todos, lá no fundo, "amigos do alheio"? Seremos todos amantes e praticantes fervorosos do chamado "jeitinho brasileiro", que nada mais é do que uma forma de corrupção e desrespeito às leis e normas estabelecidas?

O questionamento é pertinente e se faz necessário diante das novidades divulgadas nos últimos dias em Manaus, capital do Amazonas, em pleno período eleitoral, época em que as acusações contra os desafetos do momento afloram, vêm à tona como em um passe de mágica.

O primeiro fato a chamar a atenção foi a matéria divulgada na segunda-feira, 07/10, na coluna "Bastidores da Política", do Portal do Holanda, com o título "Polícia descobre "gato de água" na Fametro e instaura inquérito conta a Faculdade".

O furto constatado pela polícia e funcionários da Manaus Ambiental é milionário e "é estimado ao abastecimento de seis mil pessoas".

Já o segundo fato marcante, fato da hora, surgiu na quarta-feira, 09/10, durante um debate político promovido pela TV Norte Amazonas entre os candidatos à prefeitura de Manaus, David Almeida (Avante) e o Capitão  Alberto Neto (PL), e os seus vices, quando a empresária Maria do Carmo Seffair foi obrigada a reconhecer que deve cerca de RS 12 milhões em IPTU para a Prefeitura de Manaus.

"PERMISSA VENIA" aos envolvidos, mas os fatos por si só, FURTO DE ÁGUA E CALOTE NO PAGAMENTO DO IPTU, não podem ser considerados "normais" e também não são motivos de orgulho para ninguém, principalmente para quem disputa uma eleição defendendo a bandeira da "Ordem e Progresso".

Afinal, qual é o exemplo que fica dessas condutas?

Pelo visto, para muita gente, "a lei é só para inglês ver". 

"A lei atrapalha e não vale para todos". 

A lei só vale para os "pobres pecadores", porque quem tem dinheiro e poder continua podendo fazer o que bem entender. Depois, basta comprar uma "indulgência".

Pelo que se percebe, vice é, tradicionalmente, uma grande pedra no caminho do titular do mandato. Basta consultar as notícias.

Visse?
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