Furto de água e calote no pagamento do IPTU não é motivo de orgulho para ninguém, principalmente para quem disputa uma eleição defendendo Ordem e Progresso.
Por Warnoldo Maia de Freitas
Afinal, o que é que está acontecendo com o Brasil? Seremos todos, lá no fundo, "amigos do alheio"? Seremos todos amantes e praticantes fervorosos do chamado "jeitinho brasileiro", que nada mais é do que uma forma de corrupção e desrespeito às leis e normas estabelecidas?
O questionamento é pertinente e se faz necessário diante das novidades divulgadas nos últimos dias em Manaus, capital do Amazonas, em pleno período eleitoral, época em que as acusações contra os desafetos do momento afloram, vêm à tona como em um passe de mágica.
O furto constatado pela polícia e funcionários da Manaus Ambiental é milionário e "é estimado ao abastecimento de seis mil pessoas".
Já o segundo fato marcante, fato da hora, surgiu na quarta-feira, 09/10, durante um debate político promovido pela TV Norte Amazonas entre os candidatos à prefeitura de Manaus, David Almeida (Avante) e o Capitão Alberto Neto (PL), e os seus vices, quando a empresária Maria do Carmo Seffair foi obrigada a reconhecer que deve cerca de RS 12 milhões em IPTU para a Prefeitura de Manaus.
"PERMISSA VENIA" aos envolvidos, mas os fatos por si só, FURTO DE ÁGUA E CALOTE NO PAGAMENTO DO IPTU, não podem ser considerados "normais" e também não são motivos de orgulho para ninguém, principalmente para quem disputa uma eleição defendendo a bandeira da "Ordem e Progresso".
Afinal, qual é o exemplo que fica dessas condutas?
Pelo visto, para muita gente, "a lei é só para inglês ver".
"A lei atrapalha e não vale para todos".
A lei só vale para os "pobres pecadores", porque quem tem dinheiro e poder continua podendo fazer o que bem entender. Depois, basta comprar uma "indulgência".
Pelo que se percebe, vice é, tradicionalmente, uma grande pedra no caminho do titular do mandato. Basta consultar as notícias.
Visse?