Amazonino corre o risco de encerrar carreira com derrota. Os mais antigos dizem que ?a vingan?a de Umberto Calderaro demorou, mas, enfim, est? perto de se consolidar,
Amazonino corre o risco de encerrar carreira com derrota. Os mais antigos dizem que “a vingança de Umberto Calderaro demorou, mas, enfim, está perto de se consolidar
Por Warnoldo Maia de Freitas
Resgatado da aposentadoria pelo senador Omar Aziz (PSD), com o apoio do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), o governador-tampão do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), eleito no ano passado para substituir José Melo (PROS), cassado, corre o risco de encerrar a sua carreira política vitoriosa, no domingo 28, com uma derrota, para o cristão novo Wilson Lima (PSC), representante da Rede Calderaro de Comunicação.
Os mais antigos afirmam que a vingança de Umberto Calderaro Filho, criador da rede, formada pelo jornal A Crítica, TV do mesmo nome e rádios, que em 1990 foi lançado candidato ao governo por Amazonino, mas logo depois levou uma rasteira, porque o seu padrinho não resistiu ao canto do boto e voltou aos braços do seu pai político, Gilberto Mestrinho, demorou, “mas, enfim, está perto de se consolidar”.
Os institutos de pesquisa, apesar da desconfiança de muitas pessoas, revelam larga vantagem de Wilson Lima, apontado com o “novo”, sobre Amazonino Mendes, que já foi eleito governador do Amazonas por quatro vezes, mas ninguém sabe se o vencedor do primeiro turno terá fôlego para manter a distância até o domingo, 28.
Há quem acredite que sim, porque a aceitação de Lima continua crescente em diversos bairros de Manaus e em alguns municípios, mas também há quem aposte todas as fichas na capacidade de Amazonino Mendes reverter o quatro atual e surpreender na reta final do processo eleitoral.
Resta esperar o humor do eleitor, que será aferido nas urnas no domingo, 28, para saber se ele vai resgatar a credibilidade dos institutos de pesquisa, desgastada por “DERRAPAGENS” constantes nas últimas eleições, ou se vai jogar água no chope de muita.
Já perdeu outras vezes
Vale destacar que apesar de já ter sido eleito governador por quatro vezes, prefeito por outras três e senador, Amazonino Mendes também já amargou derrotas.
Amazonino começou sua carreira política em 1983, pelo PMDB, quando foi nomeado prefeito de Manaus, na gestão do então governador Gilberto Mestrinho (PMDB), o boto navegador, o “seu pai político”, porque, naquela época era da competência do governador nomear o prefeito da capital.
Em 1986 conseguiu ser eleito governador pelo PMDB e em 1990 foi eleito senador pelo PDC. Em 1992 elegeu-se prefeito de Manaus.
Depois, em 1994, foi eleito governador pelo PPR, oriundo da fundição do PDC com o PDS.
Em 1997 Amazonino apoiou a emenda da reeleição e em seguida ingressou no PFL, reelegendo-se governador em 1998.
O “calvário” começou em 2004, quando Amazonino Mendes perdeu a disputa pela prefeitura de Manaus para Serafim Corrêa (PSB).
Em 2006 voltou a perder, desta vez, a disputa para o Governo do Estado para Eduardo Braga, que foi reeleito.
Depois, em 2008, ele foi às forras e derrotou Serafim Corrêa, conquistando pela terceira vez o comando do Executivo municipal.
Mas, em 2012, depois de uma administração bastante criticada, Amazonino estava no fundo do poço e também não conseguiu a almejada reeleição e foi atropelado por Arthur Neto (PSDB) na disputa pela Prefeitura de Manaus.