Manaus, 02 de Dezembro de 2021

PF investiga fraude de R$ 500 milhões na venda de caminhonetes em Manaus

Polícia Federal amanhece nas concessionárias de caminhotes em Manaus para investigar sonegação fiscal.

Cidade | 17/11/2021 - 08:30
Foto: Reprodução

PF em ação

 Polícia Federal amanhece nas concessionárias de caminhotes em Manaus para investigar sonegação fiscal.   


Da Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manha desta quarta-feira, 17/11, a operação "Francamente", para investigar uma sonegação fiscal estimada em R$ 500 milhões a partir da venda de camionetes em Manaus, capital do Amazonas, onde a comercialização desse tipo de veículo conta com incentivos fiscais concedidos pelo governo federal ao modelo Zona Franca de Manaus como, por exemplo, isenção do IPI, PIS, COFINS e ICMS.

A operação, que conta com a participação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime (Gaeco), também cumpre mandados de busca e apreensão em Cuiabá e em Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Esquema

De acordo com informações preliminares, as fraudes ocorriam a partir da quebra das restrições nos sistemas do Departamento de Trânsito do Amazonas, porque os veículos beneficiados com as isenções fiscais só podem circular por dois anos na área de abrangência da Zona Franca de Manaus. 

Segundo as investigações, a fraude vinha sendo praticada com a participação de um servidor que fazia parte do esquema e retirava as restrições legais para que esses veículos pudessem circular normalmente em áreas não contempladas com as isenções

Passeio da nota fiscal

A fraude de sonegação investigada agora pela Polícia Federal assemelha-se com a conhecida "Escândalo do Açúçar", que foi descoberta em 1994 e gerou, na madrugada do dia 15 de maio daquele ano, um "incêndio criminoso" na sede da Suframa, com o objetivo de incinerar toda a documentaçao sobre a investigação do escândalo, responsáve, segundo as investigações por uma sonegação fiscal de US$ 2 bilhões.

De acordo com as notícias da época, a fraude envolvia empresários paulistas, empresas fantasmas e funcionários da autarquia no esquema colocado em prática para faciliar "o passeio turísticos das notas fiscais por Manaus".

A PF e os auditores da Suframa constataram que 76 usinas de açúcar do interior paulista, 48 empresas fantasmas abertas em Manaus e funcionários da autarquia estavam envolvidos na venda ilegal, com isenção fiscal, de mais de 20 milhões de sacas de açúcar que nunca chegaram à região.  

Quer dizer, da porta das usinas as sacas de açúcar eram direcionadas para outros destinos e apenas as notas fiscais vinham "fazer turismo em Manaus" e buscar o carimbo da Suframa.
 
 
 
 
 
 
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