Plínio informa que a meta da CPI é abrir a caixa preta das ONGs para mostrar para o Brasil o que verdadeiramente se passa.
Da redação
O senador Plínio Valério (PSDB/AM) comemorou na tarde desta terça-feira, 04/04, a leitura do requerimento encaminhado por ele para a criação chamada CPI das ONGs, porque a iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se constitui no primeiro passo para a instalação do colegiado que vai apurar a atuação dessas organizações na Amazônia Brasileira.
Segundo o senador, a CPI das ONGs "terá 130 dias para investigar a liberação de recursos públicos para organizações não governamentais (ONGs) e para organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs)".
Plínio disse, ainda, que a CPI "é de grande importância para a Nação", porque vai possibilitar passar a limpo as inúmeras denúncias sobre a existência de "ONGs de fachada", que estariam atuando na região com o objetivo de repassar recursos a partidos políticos ou mesmo a particulares.
"Também se avolumaram as suspeitas de que, mesmo sem receber verbas governamentais, ONGs se envolvem em atividades irregulares, inclusive a serviços de empresas com sede no exterior e a interesses de potências estrangeiras”, ressaltou o senador, lembrando que o requerimento da CPI das ONGs foi apresentado, originalmente, em 2019.
Abrir a caixa preta
De acordo com o senador amazonense, mais de meio caminho já foi andado no processo de instalação da CPI das ONGs, que é um pedido antigo, e agora resta esperar que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, oficie aos presidentes dos blocos para que eles indiquem os nomes dos membros para compor o colegiado.
"Nós vamos investigar fundo, sim, essas ONGs suspeitas. Mas nós não vamos demonizar nenhuma ONG. Não é este o objetivo. Existem ONGs sérias e essas serão preservadas. Vamos investigar aquelas que são denunciadas, que pegam dinheiro lá fora e pegam dinheiro aqui dentro, não prestam contas e gastam entre si oitenta e cinco por cento do que arrecadam e prestam um grande desserviço ao país e principalmente à Amazônia. Vamos abrir essa caixa preta para mostrar para o Brasil o que verdadeiramente se passa nesses bastidores, tão ruins para nós da Amazônia", destacou.