Prefeitura informa, em nota, que foi surpreendida com a medida determinando a suspensão da venda de 2.500 ingressos para o festival.
A Prefeitura de Manaus divulgou nota à imprensa na tarde desta quarta-feira, 30/08, afirmando esperar que o Tribunal de Contas do Estado (TCE/AM) reveja e revogue a proibição para a venda de ingressos para o festival "#Sou Manaus Passo a Paço 2023", que começa no dia 05 de setembro.
De acordo com a nota, a Prefeitura espera que o TCE reveja a posição monocrática do conselheiro Josué Neto, porque os motivos alegados para sustentar e justificar a determinação de proibição dos ingressos para o festival já foram esclarecidos.
A medida foi determinada porque o conselheiro acatou uma manifestação de um vereador de Manaus, que apontou falta de transparência no processo de preparação do evento.
Confira a nota
NOTA OFICIAL
A Prefeitura de Manaus foi surpreendida com a notícia da decisão monocrática do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Josué Neto, que suspende a venda de 2,5 mil ingressos para o evento “#SouManaus Passo a Paço 2023”.
A ação, que atinge a organização do maior evento de artes integradas da região Norte, possui os mesmos argumentos publicamente já esclarecidos pela Prefeitura de Manaus em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28/8) e também rejeitados em ação com objeto semelhante na Justiça comum.
A Prefeitura de Manaus destaca que das 150 mil pessoas esperadas por noite no evento, apenas 2,5 mil poderão adquirir, caso queiram, ingressos de front stage com open bar, nos dois principais palcos. A exploração comercial é uma contrapartida para a empresa vencedora do edital de patrocínio, que desembolsou R$ 2 milhões pela cota master.
A prática é comum em grandes eventos tais como o Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, bem como o Festival Folclórico de Parintins.
Este recurso, somado aos dos patrocinadores e apoiadores, custeará R$ 22 milhões dos R$ 28 milhões estimados para a realização do evento.
É a primeira vez que a Prefeitura de Manaus não desembolsará nenhum recurso público para o pagamento de cachê de artistas, maior parte da infraestrutura e organização do festival.
A Prefeitura de Manaus informa que pedirá reconsideração do conselheiro tão logo seja notificada oficialmente.