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Proença contesta cobrança de R$ 400 milhões dos empresários do transporte coletivo
Por Warnoldo Maia de Freitas
O vereador Cláudio Proença (PL) contestou na manhã da terça-feira, 30/07, a cobrança de R$ 400 milhões que está sendo feita pelos empresários do transporte coletivo à Prefeitura de Manaus como compensação pelas perdas registradas no sistema devido a uma gratuidade alegada que gira em torno de 40 por cento.
Em breve pronunciamento Proença destacou que atualmente a gratuidade registrada no sistema de transporte coletivo de Manaus não ultrapassa os 10 por cento e apontou a necessidade de os empresários do setor deixarem de ser “bandidos”.
“Eu não retiro uma palavra do meu pronunciamento, porque tenho como provar tudo o que esses empresários já fizeram de errado no sistema de transporte de nossa cidade”, disse ele, assegurando ser uma “grande inverdade dizer que hoje o sistema opera com mais de 40% de gratuidade”.
Queda
Segundo ele, houve realmente uma queda de receita no sistema, mas e fosse para fazer o que realmente precisa ser feito, com base no que prevê a planilha de custos do sistema, haveria, sim, redução da tarifa cobrada do usuário, porque a SMTU permitiu, para equilibrar os custos do sistema, que os empresários reduzissem a frota em operação na cidade.
“Deveríamos ter 1.380 coletivos rodando na cidade, mas hoje não temos nem mil”, disparou.
Proença disse, ainda, que com a redução da frota, com o aval da SMTU, os empresários também reduziram os seus custos operacionais e acabaram demitindo mais de dois mil motoristas nos últimos anos.
“Se se reduziu os custos operacionais do sistema com a retirada de coletivos das ruas é preciso reduzir a tarifa”, argumentou, querendo saber o destino dos R$ 4 milhões recolhidos por mês para a renovação da frota.
Proença encerrou o seu pronunciamento destacando que os empresários do setor de transporte coletivo de Manaus precisam deixar de ser “bandidos”, porque em Manaus não tem gente burra.
“Dizer que a Prefeitura de Manaus deve mais de R$ 400 milhões às empresas é muita bandidagem, é muita cara de pau, é muita falta de óleo de peroba”, assegurou.