Manaus, 25 de Agosto de 2026

Quantas vidas poderiam ter sido salvas se Wilson Lima tivesse comprado mais oxig?nio em 2020?

CPI do Senado mostra que gest?o Wilson Lima s? procurou solu?es para a crise do oxig?nio quando pessoas come?aram a morrer em Manaus, seis meses ap?s tomar conhecimento do problema

Política | 16/06/2021 - 09:50
Foto: Reprodu??o

Wilson Lima

 CPI do Senado mostra que gestão Wilson Lima só procurou soluções para a crise do oxigênio quando pessoas começaram a morrer em Manaus, seis meses após tomar conhecimento do problema


Por Warnoldo Maia de Freitas

Acompanhando as versões expostas no noticiário, a partir das investigações da CPI do Senado, sobre os efeitos da pandemia provocada pela Covid - 19, no Brasil e, particularmente, no Amazonas, não há como deixar de questionar: "Quantas vidas poderiam ter sido salvas em Manaus, capital do Amazonas, se o governador Wilson Lima (PSC) tivesse atuado em julho de 2020 para suprir a crescente demanda de oxigênio já registrada nos hospitais da rede estadual de saúde?

A pergunta é pertinente porque, apesar das insistentes versões apresentadas com o objetivo de "botar na conta do governo federal" essas mortes registradas em Manaus, em janeiro de 2021, na conhecida crise do oxigênio, ficou claro, após o depoimento na terça-feira, 15/06, do ex-secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, que foi preso pela Polícia Federal, sob a suspeita de ter participado de esquemas para desviar dinheiro destinado a salvar vidas, que dinheiro tinha, e muito, mas faltou planejamento, interesse e compromisso com o bem-estar da população.

Durante o depoimento o senador Eduardo Braga (MDB/AM) mostrou uma correspondência da White Martins, de 16 de julho de 2020, manifestando sua preocupação diante da crescente demanda do oxigênio medicinal em Manaus e apontando a necessidade de o Governo do Amazonas adotar medidas para garantir o fornecimento maior do produto, em quantidade capaz de atender a elevada necessidade já registrada no sétimo mês daquele exercíco.

Narrativas espancadas

Usando as palavras do senador Marcos Rogério (DEM/RO), o depoimento de Marcellus Campelo à CPI do Senado, "espancou" uma das narrativas mais repetidas até agora, de que "no caso do Amazonas o governo federal, o Ministério da Saúde, não agiu e, quando agiu, agiu com muito atraso e que o colapso registrado no sistema de oxigênio era culpa exclusiva do governo federal.

É preciso explicar que a culpa dos problemas registrados no sistema de saúde do Amazonas não é, EXCLUSIVA, do governador Wilson Lima (PSC/AM), porque as informações já divulgadas contantemente por parte da imprensa, a partir de vários relatórios, revelam que a crise estrutural vem de longe e deixam claro que o quadro já era crítico na saúde do Amazonas.

Na sua fala o senador Marcos Rogério lembrou, para quem não sabia ou fazia questão de fingir que não sabia, que os hospitais no Amazonas viviam lotados, com pacientes atendidos em macas e muitos deles, entregues à própria sorte, sendo  obrigados a sofrer e a tentar sobreviver diante da falta de atendimento médico.

Apesar da gravidade, porque vidas estavam sendo colocadas em risco, todos esses fatos foram ignorados pelo governador Wilson Lima, que chegou ao poder porque conseguiu fazer parte do eleitor amazonense acreditar que ele representava o "NOVO", a "NOVA POLÍTICA", que iria promover a "REDENÇÃO" e que iria reformular a maneira de fazer política no Amazonas.

Mas, infelizmente, para todos os amazonenses, os fatos mostram que a "BOSSA", que a "SALIÊNCIA", a prática de excessos com dinheiro público continuou e de nada valeu o compromisso assumido na campanha eleitoral, de trabalhar para evitar que os recursos públicos, particularmente os destinados à saúde, para salvar vida, não acabassem sendo desviados para "MAUS CAMINHOS".

Tanto é que as operações colocadas em prática pela Polícia Federal para combater a SANGRIA praticada contra os recursos públicos prendeu três secretários de Saúde da gestão Wilson Lima, acusados de envolvimento com atos de corrupção, de compras superfaturadas e desvios de recursos.

Devido ao descaso antigo, a pandemia provocada pelo novo coronavírus pegou a rede de saúde do Amazonas despreparada para enfrentar o desafio da Covid - 19, tanto a de atenção básica - sob a responsabilidade do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), que ficou oito anos no cargo -, quanto a de média e alta complexidade, assumida pela gestão  Wilson Lima.

As denúncias mostram que o quadro era crítico na rede de Saúde do Amazonas, mas mesmo assim o novo gestor optou por ignorar os problemas e, segundo as investigações da PF, fazer olhar de paisagem para os desvios de recursos, apesar da precariedade registrada na rede de saúde, tanto na capital quanto no interior.

Como bem disse o senador Marcos Rogégio, faltou cuidado com a vida das pessoas, faltou planejamento e faltou iniciativa por parte do Poder Executivo, comandado por Wilson Lima, para encarar o problema e salvar o bem mais precioso de todos, que é a vida.

Apesar de sempre dizer na TV que "A BRONCA" era com ele, o governador Wilson Lima, agora, optou por se omitir. Tanto é que fugiu da CPI do Senado e perdeu a oportunidade de explicar os fatos, de passar a limpo as acusações lançadas contra ele e decepcionou aqueles  amazonenses que continuam querendo conhecer a verdade dos fatos.
 
 
 
 
 
ACOMPANHE O MANAUS OLÍMPICA NAS REDES SOCIAIS

© 2015 - 2025. Manaus Olímpica. Todos os direitos reservados