Por Warnoldo Maia de Freitas
Depois da chuva, Manaus amanheceu nesta quinta-feira, 09/11/2023, iluminada por um sol radiante e com um céu limpo como há muito não se via, porque, a água caída apagou "incêndios" e dissipou a pesada núvem de poluição provocada pelas queimadas recentes.
Mas, apesar da "felicidade" geral, no pensamento de alguns manauaras paira uma nuvem, um pensamento sombrio, questionando:
"COMO SERÁ O AMANHÃ", para Manaus, após a decisão política adotada na quarta-feira, 08/11, pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), negando, por 20 a 19 votos, uma autorização solicitada pelo prefeito David Almeida (Avante) para contratar um empréstimo de R$ 600 milhões e viabilizar obras indispensáveis à cidade e à promoção de melhor qualidade de vida à população.
Lembrando o conhecido samba-enredo de 1978 "O Amanhã", da Escola de Samba União da Ilha do Governador, do Rio de Janeiro, muitos dizem não ser necessário "ser um gênio" ou "consultar uma cigana", nem mesmo "uma bola de cristal, jogo de búzios ou cartomante", ou "desfolhar o mal-me-quer", para saber que em 2024 vai ser um ano difícil para atual gestão.
A decisão política adotada pela maioria dos vereadores de Manaus passou uma mensagem nítida e revelou que trabalhar pelo "bem comum", pela implementação de medidas destinadas a assegurar melhor qualidade de vida à coletividade não é a prioridade do momento.
A conduta adotada por parte dos "representantes do povo" deixa claro que, para eles, o que interessa mesmo é defender os seus próprios interesses, mesmo que isso implique em deixar de lado a premissa básica da política, segundo a qual "fazer política é a arte de superar as divergências, visando, sempre, o bem da população".
Mais preocupados com as eleições municiais do próximo ano, quando estará em jogo o comando da Prefeitura de Manaus e dos seus próprios mandatos, os nobres "representantes do povo" deixaram de lado os interesses do povo, que clama por obras, mais saúde, mais educação, mais segurança, mais empregos e mais mobilidade urbana, entre tantas outras coisas.
Quer dizer, com relações cortadas com o chefe do Executivo municipal, optaram por dificultar a sua gestão, impedindo o acesso a linhas de crédito, a mais dinheiro para viabilizar grandes obras, particularmente, no exercício de 2024, e indicam que vão continuar promovendo ações destinadas a desgastar a imagem do prefeito, que desponta como favorito à reeleição.
É bem verdade que a atual gestão "cometeu os seus pecados", cometeu alguns equívocos, mas também não se pode ignorar que já fez muito por Manaus e poderia fazer ainda muito mais, caso os "descontentes" por motivos variados e alguns "inconfessáveis" pensassem, em primeiro lugar, na população.
Olhando o cenário é possivel dizer que a sucessão municipal, em Manaus, já ganhou as ruas e muitos vão fazer o impossível para inviabilizar a gestão David Almeida, particularmente, em 2024, porque têm consciência de que, se reeleito, ele será um fortíssimo candidato ao governo do Amazonas, no pleito de 2026.
Mas, e o povo?
Ora, como dizia a minha querida avó:
"O povo é um mero instrumento que serve, apenas, para viabilizar a conquista de vários objetivos por certos personagens".
Para muitos, "Política é tudo, menos algo passível de se confundir com a moral".
E como em política nada é por acaso, cabe lembrar que na quarta-feira, 08/01/2023, o nome do senador Omar Aziz (PSD/AM) foi lançado, durante evento em Brasília, como pré-candidato ao governo do Amazonas nas eleições de 2024.
Muito interessante, principalmente se levarmos em conta que a primeira suplente do senador é Cheila Moreira, do PT de Itacoatiara, e o segundo é João Pedro (PT/AM).