Manaus, 28 de Agosto de 2026

Serafim considera um equ?voco criminalizar enfermeiros com sal?rios atrasados

O l?der do PSB na ALE-AM disse que se solidariza ? categoria e destacou que nenhuma medida para solucionar o problema foi adotada

Política | 17/12/2019 - 16:30
Foto: Assessoria de Imprensa

Serafim Corr?a

O líder do PSB na ALE-AM disse que se solidariza à categoria e destacou que nenhuma medida para solucionar o problema foi adotada

 

 

 
O deputado Serafim Corrêa (PSB) disse, na manhã desta terça-feira, 17, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que considera um  equívoco a posição do governo do estado de querer criminalizar os enfermeiros e técnicos que decidiram não trabalhar porque estão com seis meses de salários atrasados. 
 
O caos da saúde pública no Amazonas chegou a repercutir em uma matéria veiculada no Jornal Nacional, da Rede Globo, nessa segunda-feira, 16. 
 
“O que aconteceu no último final de semana não merece aplausos, ao contrário, merece o repúdio, porque crianças estão, definitivamente, na fila da morte. A saúde está cada vez mais relegada a segundo plano. É preciso o mínimo de consciência do governo do estado na direção de que essa é uma responsabilidade dele”, afirmou Serafim.
 
O líder do PSB na casa legislativa ainda disse que se solidariza à categoria e destacou que nenhuma medida para solucionar o problema foi realizada.
 
 “O ano se passou e as coisas, ao invés de melhorarem, pioraram. As medidas que precisaram ser tomadas e que foram anunciadas não foram tomadas. Tudo isso é muito ruim. Quero manifestar a minha solidariedade aos enfermeiros e aos técnicos de enfermagem”, defendeu Serafim.
 
O parlamentar acredita que a Justiça Federal não aplicará qualquer penalidade contra os enfermeiros, mas sim, contra o devedor, ou seja, governo do estado. 
 
“Qualquer coisa que ele faça nessa direção soa muito mal. Podem, inclusive, reverter contra ele. No Rio de Janeiro, o atraso é de dois meses. Aqui, existem atrasos de seis meses. No Rio, o prefeito tem 72 % da rejeição do governo. Aqui, não deve ser diferente. É um equívoco do governador achar  que ficar seis meses sem pagar salário ainda vai criminalizar, porque o cidadão não vai trabalhar. O trabalhador não tem dinheiro para comer, não tem dinheiro para o transporte, claro que não pode trabalhar. Quem será o juiz que vai dar qualquer penalidade contra os enfermeiros? É mais provável que o juiz dê a quem não paga. Isso contraria qualquer possibilidade de bom senso”, concluiu Serafim Corrêa.
 
 
 
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