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06.05.2021 - 12:05  |  Combate à Covid 19

Serafim destaca ato dos EUA de apoiar quebra de patentes de vacinas

Assessoria de Imprensa

Serafim Corrêa condena conduta do governo brasileiro

 Deputado ressalta que  ato do governo norte-americano vai na contramão da postura do governo brasileiro


A decisão do governo de Joe Biden de apoiar a suspensão de direitos de propriedade intelectual sobre as vacinas contra covid-19, uma ideia proposta por países como Índia e África do Sul na Organização Mundial do Comércio (OMC), é um ato histórico e humanitário, e que vai na contramão da postura de vassalagem do governo Bolsonaro. A opinião foi dada pelo deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) durante a sessão híbrida da ALE-AM (Assembleia Legislativa do Amazonas) na manhã desta quinta-feira, 6.

A mudança de posicionamento do Governo dos Estados Unidos apoia ideia proposta por países como Índia e África do Sul. A ideia de países em desenvolvimento é facilitar a transferência de tecnologia e possibilitar a produção das vacinas em nações que estão atrás na corrida pela imunização.

“O Brasil, equivocadamente, ficou contra a proposta da quebra de patentes da vacina contra a Covid. O Brasil fez isso em um ato de vassalagem ao então presidente Donald Trump, mas as eleições do ano passado mudaram tudo isso, porque o novo presidente Joe Biden, em um ato histórico, decidiu apoiar exatamente a quebra das patentes. Biden age pelo bem estar da sociedade, pelo equilíbrio social, pela diminuição das desigualdades e isso é bem-vindo, que uma liderança do tamanho do Joe Biden adote essa linha”, disse Serafim.

Os Estados Unidos, sede de grandes farmacêuticas, historicamente se opõem à discussão sobre quebra de patentes. Desde o ano passado, ainda no Governo Trump, em rodadas de negociações na OMC sobre o tema, o país foi um dos que rejeitou a proposta de nações em desenvolvimento, ao lado de Suíça, Japão e Reino Unido, em um embate entre países ricos e pobres. O Brasil não apoiou a proposta da Índia e da África do Sul.

“(...) o que ocorre é que as vacinas foram descobertas por farmacêuticas e elas cobram por isso pelo investimento que fizeram em pesquisa. A remuneração da pesquisa pública é o bem estar do povo. Já a remuneração da pesquisa privada é dinheiro. Os países emergentes, principalmente o BRICS, que reúne o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mais especificamente a Índia, apelava para que houvesse a quebra de patentes neste momento da pandemia. (...) neste momento em que a solidariedade humana é fundamental, porque se a pandemia não for isolada, combatida, se o mundo não tiver vacina, por mais que a outra parte tenha vacina, vai acabar acontecendo alguma coisa com eles também”, analisou o deputado.

Serafim concluiu afirmando que “o Brasil deveria mudar a sua posição e ficar ao lado da ciência, da responsabilidade com as populações menos afortunadas”.
 
 

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