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Quem desvia ou permite o desvio dos recursos da saúde aceita o risco do resultado decorrente da ação genocida praticada
Por Warnoldo Maia de Freitas
Diante da gravidade da situação, soa como um verdadeiro DEBOCHE contra a inteligência alheia querer desqualificar a posição do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a realização da Operação Sangria, pela Polícia Federal, para investigar o suposto envolvimento do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC/AM), em um esquema de superfaturamento na compra de 28 respiradores hospitalares e de desvio dos recursos da saúde, que deveriam ser usados para reforçar ações contra a Covid-19.
Com a devida VENIA, a quem de direito, querer fazer todo mundo acreditar que a única culpa do governador Wilson Lima, no caso da compra dos 28 respiradores, foi a de ter usado as redes sociais para "rebater as notícias sobre a transação", constitui-se, na verdade, em uma CAÇOADA gigante da boa-fé dos cidadãos.
Sim, CAÇOADA, porque até mesmo o cidadão considerado mediano sabe que qualquer secretário, de governo ou de prefeituras, só tem autoridade para pagar contas MIÚDAS e que, somente com a permissão expressa do chefe do Executivo, ou do seu vice, as contas GRAÚDAS, como a de R$ 2.970.000,00 dos respiradores, são pagas, ainda mais em menos de 24 horas, ou seja, de um dia para o outro.
Quer dizer, ao adotar condutas COMISSIVAS ou OMISSIVAS, todos os envolvidos nessa ação genocida, de desviar recursos da área da saúde, que deveriam ser destinados, efetivamente, para o desenvolvimento de ações destinadas a preservar e salvar vidas, devem ser punidos, exemplarmente, na forma da lei, para que não permaneça no ar a sensação de impunidade, bem como a impressão de que vale a pena delinquir e envolver-se em atos de corrupção.
Quem está acostumado a participar e a praticar atos de corrupção precisa entender, de uma vez por todas, que os tempos são, realmente, outros, e que não estamos vivendo à sombra de uma grande árvore de Sucupira, ou em uma cidade imaginária, igual aquela da série o Bem-Amado, de Dias Gomes, onde tudo podia ser feito ao arrepio da lei.
Da mesma forma, os novos tempos também não comportam mais condutas iguais a do Dirceu Borboleta, do mesmo seriado.
Mudar é preciso!
Sim, porque, quem desvia, ou permite o desvio dos recursos da saúde, aceita o resultado decorrente da ação genocida praticada.
Quer dizer, não dá para enxergar inocentes nessa história.