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01.07.2020 - 12:05  |  Fraudes na saúde

Versões não explicam POR QUE o governo do Amazonas preferiu pagar mais caro pelos respiradores

Reprodução

Arte

Autoridades precisam aferir com cuidado redobrado o destino dos mais de R$ 80 milhões já repassados ao Amazonas para o combate ao Covid-19

Por Warnoldo Maia de Freitas

As versões que começaram a circular na manhã desta quarta-feira, dia primeiro de julho, tentando desqualificar as supostas "fraudes e desvios registrados na compra de respiradores, com dispensa de licitação, de uma importadora de vinhos, em Manaus", pelo Governo do Amazonas, investigadas pela Polícia Federal, não convenceram.

A explicação é bem simples. Os argumentos não convenceram porque não explicaram, por exemplo, quais foram as razões que tiveram a força de "PERSUADIR" a gestão Wilson Lima a descartar a compra dos 28 respiradores hospitalares inadequados, oferecidos por R$ 2.480.000,00 pela empresa Sonoar, e a aprovar, de forma imediata, a aquisição dos mesmos produtos de uma importadora de vinhos, pagando R$ 2.980.000,00.

Diante da versão apresentada, querendo fazer todo mundo acreditar que a "negociata" não passou de uma simples operação de compra e venda, baseada na secular lei de mercado da oferta e da procura, muitos passaram a ter a certeza de que tem mesmo "muito caroço neste angu", porque os mestres-cucas, responsáveis pela produção da iguaria, ansiosos por ganhar dinheiro fácil em pleno período da pandemia da Covid-19, não prestaram muita atenção no preparo da receita.

Há quem diga que o "descuido" no preparo desta iguaria, "na armação de mais uma cruzeta", deveu-se ao hábito arraigado por essas personagens das sombras, que sangram, sem nenhuma piedade, o dinheiro dos cofres da saúde sem demonstrar a menor preocupação com o bem-estar das classes menos favorecidas e dependentes do sistema estadual de saúde.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), é inocente? O governador é culpado?

Apesar das afirmações da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, destacarem que as investigações permitiram, até o momento, "evidenciar que se está diante da atuação de uma verdadeira organização criminosa”, que, “instalada nas estruturas estatais do governo do estado do Amazonas serve-se da situação de calamidade provocada pela pandemia de Covid-19 para obter ganhos financeiros ilícitos, em prejuízo do erário e do atendimento adequado à saúde da população", ainda não é possível  fazer tal juízo de valor. 

Mas, diante das evidências apontadas e coletadas pela PF, o chefe do Executivo estadual amazonense precisa esclarecer para a sociedade, bem como para as autoridades policias quem deu, por exemplo, a ordem para o pagamento imediato da compra dos respiradores hospitalares inadequados.

Afirmar, simplesmente, que a sua preocupação era e ainda "é a de salvar vidas" não basta para justificar as condutas atribuídas a ele, porque, pelo que tudo indica, o governador poderá responder, também, por prevaricação.

Se o  governador, por algum motivo, incumbiu alguém de cuidar da compra desses equipamentos, deixou de cumprir com as suas obrigações. Se sabia o que tinha que ser feito, mas por má fé ou interesses próprios não fez, prevaricou.

Diante dos fatos até o momento apontados, as autoridades federais precisam aferir com uma lupa gigante o destino dos mais de R$ 80 milhões repassados ao Amazonas pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) para o combate à Covid-19, porque, infelizmente, o Estado já é conhecido pelo MAU HÁBITO de direcionar para NOVOS e MAUS CAMINHOS as verbas destinadas à área da saúde.

As autoridades precisam aferir com cuidado redobrado o destino dos recursos da saúde, porque, muitas vezes, muitos olham, mas não enxergam o que está diante dos olhos.
 
 
 

 

 

 

 
 

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