Segunda-feira | 14/06/2021
▸ Acompanhe nas redes

NOTÍCIAS / politica
Enviar por e-mail Compartilhar Imprimir

10.06.2021 - 17:10  |  Combate à Covid 19

Wilker cobra explicações sobre alertas de falta de oxigênio ingorados pelo governo do Amazonas

Assessoria de Imprensa

Wilker Barreto

Deputado solicita a convocação de ex-secretários da SES e White Martins após relatório comprovar que Governo ignorou alertas sobre crise de oxigênio no Amazonas


Seis meses antes de a crise de oxigênio assolar o Amazonas, o Governo do Estado foi alertado pela empresa White Martins Gases Industriais sobre a necessidade de ampliar o fornecimento do item durante o pico da pandemia da Covid, que ocorreu em janeiro de 2021. A informação foi replicada pelo deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), nesta quinta-feira (10),  ao ingressar com três requerimentos pedindo a convocação do ex-secretário estadual de saúde (SES), Marcellus Campêlo, do diretor do Departamento de Logística da SES-AM e da White Martins, para prestarem esclarecimentos acerca dos avisos emitidos.

A solicitação do parlamentar ocorreu após matéria da CNN Brasil, veiculada na última quarta-feira, 9, revelar que o Governo do Amazonas ignorou dois avisos da empresa fornecedora de oxigênio no Estado sobre o aumento da demanda do gás durante a pandemia da Covid no Amazonas, um no dia 16 de julho e outro em 11 de setembro de 2020. Apesar dos alertas, a SES não atendeu aos pedidos alegando falta de orçamento.

“Os elementos trazidos pela CNN é de uma gravidade sem precedentes. O governo do Amazonas tinha conhecimento do colapso do oxigênio em janeiro. Para mim, essa reportagem materializa a culpa de um governador que se esconde de depor na CPI”, disparou Wilker.

Alertas ignorados

De acordo com a reportagem, que teve acesso ao relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), o primeiro alerta da White Martins ocorreu no dia 16 de julho, quando a empresa solicitou que o contrato assinado em 2016 fosse alterado com o aumento de 25% na oferta do oxigênio, devido à alta demanda. No entanto, a SES concordou em alterar para apenas 21,9%.

A resposta da pasta gerou um segundo alerta, emitido no dia 11 de setembro, quando a própria área técnica da Susam concluiu que o percentual de 21,9% não atenderia as necessidades em função do aumento de casos da doença e solicitou um novo aumento de oxigênio, desta vez de 46,9%. Porém, a SES alegou que não havia recursos para esse acréscimo e assinou apenas o aumento de 21,9%, em 23 de novembro de 2020.

Para o Líder da Oposição na Aleam, as denúncias apresentadas pela reportagem comprovam que a atual gestão é a principal culpada pelas mortes decorrentes do colapso no fornecimento do gás medicinal durante a segunda onda da Covid no Estado.

“Eu ainda não consegui esquecer as cenas trágicas que passou o Amazonas, o interior pedindo socorro por cilindro e um irresponsável de um governador com dinheiro em caixa e que deixou o povo morrer”, afirmou Wilker, ao pedir a convocação das partes envolvidas para esclarecer sobre a crise enfrentada pelo Estado por conta da falta de oxigênio.







 
 
 
 
 

MAIS NOTÍCIAS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

E-mail:

* Seu e-mail não será publicado

Mensagem:
Publicidade
Publicidade
Publicidade

CURTA-NOS