Manaus, 28 de Agosto de 2026

Wilker critica a?es do governo na ?rea da sa?de e Maciel chama Amazonino de incompetente

Maciel lembra que os problemas na ?rea da sa?de s?o antigos e reflexos da gest?o Amazonino, ex-aliado de Wilker, que "deixou estragos e um rombo de R$ 3 bi"

Política | 12/02/2019 - 14:20
Foto: Reprodu??o

Wilker Barreto e Cabo Maciel

 Maciel lembra que os problemas na área da saúde são antigos e reflexos da gestão Amazonino, ex-aliado de Wilker, que "deixou estragos e um rombo de R$ 3 bi" 


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
O deputado estadual Wilker Barreto (PHS), o único declaradamente de oposição ao governo Wilson Lima (PSC/AM), não poupou críticas na manhã da terça, 12, às ações colocadas em prática pela nova gestão para combater a crise herdada na área da saúde e foi prontamente contestado por Cabo Maciel, que chamou o ex-governador Amazonino Mendes (PDT) de incompetente. 
 
Estreando como vice-líder dos governistas na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), o deputado Cabo Maciel lembrou, ainda, que os problemas da área da saúde apontados por Wilker, ex-aliado de Amazonino, não são provenientes dos 40 dias da gestão Wilson Lima, mas de anos de descaso e, principalmente, reflexo do último exercício.
 
“O ex-governador Amazonino Mendes se elegeu para um mandato tampão, prometendo arrumar a casa, mas deixou um rombo de mais de R$ 3 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões em dívidas e R$ 1 bilhão em déficit orçamentário, rombos de folhas de pagamentos e de falta de medicamentos, que o atual governo está solucionando,  gradativamente, os estragos deixados”, explicou.
 
Cabo Maciel disse, ainda, que no governo passado denunciou inúmeras vezes o descaso registrado na área da saúde, tanto na capital quanto no interior, mas a gestão Amazonino Mendes nada fez para solucionar os problemas apontados.
 
“Antes deste governo de 40 dias tivemos um governo suplementar e se está faltando medicamentos nos estoques da Central de Medicamentos é porque o governo passado não teve a coerência, a preocupação de comprar”, completou Maciel.
 
Sem teatro
 
Depois de ser contestado e “intimidado” pelo deputado Dermilson Chagas (PP), ex-líder de Amazonino Mendes na gestão passada, por estar falando alto, “tomado pelo entusiasmo”, Carlos Bessa, atual líder dos governistas na Aleam, lembrou que cada parlamentar tem uma maneira própria de externar seus pensamentos e ele, “enquanto deputado”, tinha todo o direito de se expressar da maneira que achasse melhor.
 
Na sequência Bessa lamentou o fato de alguns parlamentares que caminharam com Amazonino Mendes na última eleição estarem fazendo o que ele classificou de “teatro” para tentar conquistar a simpatia da população e disse que o momento exigia a soma de esforços de todos, no desenvolvimento de ações destinadas a solucionara crise na saúde e proporcionar a todos os cidadãos o acesso a serviços de qualidade, particularmente na área da saúde.
 
“Não podemos usar este parlamento como teatro. Vamos nos unir e propor medidas para solucionar esta crise”, disse ele.
Ao pontuar as compras emergências para a área da saúde parra os próximos três meses Carlos Bessa disse que o trabalho de reposição dos estoques de mais de mil itens de medicamentos começou dia 4 de fevereiro e até o dia 9 de março pelo menos 50% do estoque estará regularizado.
 
“O governo do estado quer e está trabalhando para resolver os problemas registados na área da saúde, mas não pode solucionar tais problemas da noite para o dia”, completou.
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