Manaus, 28 de Agosto de 2026

Wilker sabotou projeto de Hiram e colocou em xeque Or?amento do munic?pio de 2019

Chico Preto afirma que Mesa Diretora da CMM teria ?estuprado Lei Org?nica do Munic?pio? ao n?o votar veto dentro do prazo legal

Política | 07/05/2019 - 07:15
Foto: Assessoria de Imprensa

Projeto de Hiram foi engavetado

Chico Preto afirma que Mesa Diretora da CMM teria “estuprado Lei Orgânica do Município” ao não votar veto dentro do prazo legal


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A votação do veto parcial n.º 006/2019 do Executivo Municipal, ao Projeto de Li 316/2017, de autoria do vereador Hiram Nicolau, que “designa a Avenida Professor Nilton Lins como Polo Gastronômico da cidade de Manaus”, na manhã da segunda-feira, 06, serviu para mostrar que a gestão Wilker Barreto descumpriu a Lei Orgânica do Município e colocou em xeque, em perigo matérias aprovadas a partir de outubro do ano passado.
 
Ao descumprir a Constituição Municipal e não votar o veto dentro do prazo legal, a gestão Wilker Barreto, de acordo com o vereador Marco Antônio Chico Preto (PMN) “estuprou o Regimento Interno Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a própria Lei Orgânica do Município”, colocando em risco todos os projetos aprovados posteriormente.
 
“O prefeito, em tempo hábil, se posicionou a respeito do projeto do vereador Hiram Nicolau, mas Wilker Barreto não pautou a matéria, como deveria ter feito, e ao sabotar o projeto do vereador Hiram  Nicolau, ele estuprou o Regimento Interno da CMM e a Lei Orgânica do Município”, afirmou Chico Preto.
 
 
De acordo com Chico Preto, não dá para fechar os olhos diante de um fato grave dessa natureza, que macula toda a pauta aprovada pela Câmara Municipal de Manaus a partir de outubro, e coloca em risco o próprio Orçamento do Município para o exercício de 2019.
 
“O regimento é claro e diz que a partir do vigésimo dia o Veto precisa ser colocado na pauta para a discussão dos parlamentares”, argumentou. 
 
Como exemplo do flagrante desrespeito à legislação, Chico lembrou que o veto é de outubro de 2018, mas só despontou agora, sete meses depois do prazo legal, para a votação no plenário da CMM.
  

Falsa imagem
 
Em aparte, o vereador Hiram Nicolau desabafou e fez questão de destacar que o ex-presidente do Legislativo municipal, Wilker Barreto, tratava a Câmara como extensão do seu gabinete político e engavetou muitos outros projetos que não atendiam aos seus interesses.
 
“O ex-presidente Wilker Barreto passava a imagem de que era o Rei da Democracia, mas a sua conduta, os seus atos, mostram outra realidade e deixam claro que ele não era o que queria fazer todo mundo acreditar”, disparou Hiram, apontando a necessidade da presidência da CMM mandar fazer um levantamento para saber quantos outros projetos foram arquivados indevidamente.
 
Ao ser questionado sobre o assunto o presidente da CMM, Joelson Silva (PSDB), afirmou que vai encaminhar a questão para a análise da Procuradoria da Câmara, para saber qual o procedimento a ser adotado.
 
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