Manaus, 20 de Abril de 2026

Cachoeirinha, Praça 14, Japiim e Adrianópolis sem água novamente

Moradores reclamam do corte sistemático e ressaltam que a Águas de Manaus está fornecendo informações desencontradas para enganar os usuários.

Cidade | 11/09/2022 - 08:05
Foto: Reprodução
Da redação

Moradores dos bairros Cachoeirinha, Praça 14, Japiim e Adrianópolis, em Manaus, voltaram a denunciar na manhã deste domingo, 11 de setembro, o corte no fornecimento de água sem aviso prévio pela Águas de Manaus, que "insiste em desrespeitar os consumidores".

Os moradores lembram, ainda, que o "desrespeito ficou sistemático, porque a empresa corta o fornecimento de água sem avisar nada para ninguém e deixa as famílias entregues à propria sorte".

Os moradores lembram que o corte sistemático no abastecimento sem aviso prévio - um dia sim, outro não - vinha sendo registrado até o fim de junho, mas após muitas reclamações o abastecimento deu sinais de normalidade. Mas a partir do dia 6 de setembro se intensificou.

"Além de não avisar ninguém sobre os cortes, justificados pela empresa diante da necessidade da realização de obras de emergência na rede de abastecimento, a Águas de Manaus está mentindo para a população, liberando informações diferentes sobre os trabalhos e previsão sobre o retorno à normalidade", informam os moradores. "Será que Manaus é mesmo uma terra sem lei?", questionam.

De um modo geral todos querem saber "até quando vão ficar sujeitos à falta de respeito da Águas de Manaus, que sequer informa de forma antecipada sobre os cortes no abastecimento para que a população possa encher tanques e panelas para enfrentar a falta d'água".

"Que sistema de abastecimento é esse que todo dia apresenta problemas? As autoridades competentes precisam fiscalizar e dar explicações à população. Os consumidores merecem respeito, porque a água é essencial para a vida de todos e a conta chega todo fim de mês sempre um pouco maior", ressaltam.
 
Sobrevivência 
 

Segundo algumas informações recebidas, "para fugir da seca em plena Manaus, uma cidade cercada por água" e asseguar a sobrevivência da família", muitas pessoas estão sendo obrigadas a comprar água mineral e pagar de R$ 7,00 a R$ 10,00 por cada garrafão de 20 litros.

"Essa foi a saída encontrada, porque precisamos fazer comida e cuidar das crianças", explica uma moradora que optou por não ter seu nome divulgado.

Indignada com o que ela chama de "falta de respeito continuada" a moradora quer saber até quando vai ser obrigada a ficar nessa situação e lembra que não dispõe de dinheiro suficiente para comprar três, quatro garrafões de água por dia.

"E como é que faz para enfrentar esse calor sem água? E depois quem é que vai pagar por esse prejuizo? Será que o único jeito e ficar azedinha e morrer de sede?", questiona. 
 

Atualizada às 9 horas.
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